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Que essa Libertadores traga justiça a Santiago Silva

11 fev

Santiago Silva é a esperança de gols do Lanús nessa Libertadores (Foto: EFE)

Santiago “Tanque” Silva é um injustiçado. Injustiçado porque há quem conheça apenas o centroavante que passou pelo Corinthians em 2002 e fracassou. Ou quem conheça somente o jogador que escorregou em um pênalti contra o Peñarol e findou os sonhos do Vélez de ir à final da Libertadores de 2011. Santiago Silva é tudo isso. Fracassa, escorrega, perde gols. Mas não só isso.

O uruguaio é hoje, ao lado do zagueiro e capitão Paolo Goltz, o grande destaque do Lanús que venceu a última Copa Sul-Americana e que se classificou para a fase de grupos da Libertadores. Na campanha do título conquistado sobre a Ponte Preta, foram três gols, além dos sete anotados no Torneio Final, importantes para que os Granate brigassem pela taça até o fim – terminaram como vice-campeões, a dois pontos do San Lorenzo.

Outra injustiça que se comete com o Tanque é classificá-lo como ruim. Não! Há um abismo entre ruindade e grosseria. E não necessariamente todo centroavante grosso tem de ser tachado como ruim. Martín Palermo nunca foi um poço de talento e técnica, mas é o maior artilheiro da história do Boca Juniors. Diga ao torcedor xeneize que o Titán é ruim. Será chamado, na mais branda hipótese, de ‘gallina p…!’.

Criou-se uma imagem do Pelado que não é verdadeira. Talvez por preguiça de observá-lo com mais atenção, algo que muitos não fazem pois simplesmente enxergam apenas o próprio umbigo (se muito!). Ou por maldade mesmo, alimentada por uma maioria de corintianos que criaram verdadeiro asco em razão da fraca passagem do atacante pelo Parque São Jorge.

Nada melhor do que uma campanha sólida e gols nesta edição da Libertadores para que o centroavante mude esse quadro e passe a ser respeitado, se não por todos, mas por muita gente. Justiça a Santiago Silva!

O abismo que existe entre a grosseria e a ruindade

29 maio

Santiago Silva, um dos injustiçados. É grosso, mas não é ruim! (Foto: Photosport)

Em uma equipe de futebol, cada um dos 11 jogadores tem sua obrigação específica em campo. Como sabemos, basicamente a do goleiro e da zaga é defender, a do meio marcar e criar, e a do ataque anotar gols. No caso dos nossos queridos homens de frente, não interessa como balancem as redes. O importante é a bola passar a linha.

Mas coitados dos centroavantes que injustamente são chamados de ruins. Obviamente existem aqueles que simplesmente não conseguimos defender nem com o melhor advogado do mundo (e a lista destes é extensa!). Mas meu apoio vai àqueles que nunca foram dotados de grandes habilidades técnicas, mas que sempre honraram a nobre alcunha de “artilheiros” e o número 9 às costas, não sendo, de forma alguma, ruins de bola.

Este post, portanto, é uma verdadeira homenagem a atacantes como Washington “Coração Valente”, ao gigante inglês Peter Crouch, Martín Palermo, Santiago “Tanque” Silva e muitos outros.

Bom mesmo é o centroavante que coloca a bola para dentro e sai para o abraço, faz o torcedor feliz. Se marcou de cabeça, de letra, de ombro ou até de tornozelo, pouco importa. O futebol arte pode ter sim suas ressalvas contra os gols feios. Mas também pouco importa o que o futebol arte pensa nessas horas. O futebol vive de gol!

Nunca chame um grosso de ruim. Ao fazer isso, cometerá uma ofensa grave a quem faz, nos estádios, a alegria da massa apaixonada e “consumidora de gols”. Vida longa aos injustiçados!

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