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Arsenal non-Brazuca

6 fev

Gilberto e Edu foram importantes para os Gunners no início dos anos 2000 (Foto: Arsenal.com)

Na briga pelo título da Premier League, que não ganha desde a temporada 2003/2004, o Arsenal poderá conquistar seu primeiro troféu sem um jogador brasileiro no elenco em 16 anos, quando se sagrou campeão do Charity Shield em agosto de 1998, diante do Manchester United.

É verdade que a “colônia” brasileira não é tão importante para o clube de Londres como a francesa, por exemplo, mas desde que o lateral-esquerdo Sylvinho abriu as portas para o nosso país, em 1999, os Gunners tiveram certo sucesso com atletas tupiniquins.

Especialmente com os volantes Edu e Gilberto Silva, que caíram nas graças do técnico Arsène Wenger e da torcida em uma das épocas mais vencedoras da história do Arsenal. Somados os títulos da dupla, o saldo é de dois Campeonatos Ingleses, três Copas da Inglaterra e duas Supercopas. A Premier de 2003/2004, inclusive, conquistada de forma invicta.

Os brasileiros que sucederam Gilberto e Edu não tiveram tanto sucesso assim, mas deixaram suas discretas marcas (tanto positivas como negativas) naquele que, muito provavelmente, é o clube mais brazuca desses 21 anos de Premier League.

Os brasileiros que já passaram pelo clube londrino:

Sylvinho (lateral-esquerdo): Foi o primeiro brasileiro nos Gunners. Com a equipe, conquistou o Community Shield (Supercopa) em 1999, ano em que chegou a Londres. Fez 80 jogos, 66 como titular e marcou cinco gols. Atualmente é auxiliar do técnico Mano Menezes no Corinthians.

Juan (lateral-esquerdo): Revelado nas categorias de base do São Paulo, chamou a atenção dos ingleses, que o contrataram em 2001. Atuou muito pelo time B do Arsenal, mas só teve duas chances no profissional – não marcou nenhum gol. Atualmente está no Vitória.

Edu (volante): Assim como Sylvinho, foi do Corinthians para o Arsenal. Edu se destacou na Inglaterra e foi o primeiro brasileiro a atingir grande sucesso no clube. Com 127 partidas entre 2001 e 2005 (76 como titular), além de ter anotado 15 gols, conquistou sete títulos: duas taças da Premier League (2001–02 e 2003–04), três da FA Cup (2001-02, 2002-03, 2004-05) e duas do Community Shield (2002 e 2004). Atualmente é gerente de futebol no Corinthians.

Gilberto Silva (volante): Chegou a Londres logo depois de ter sido campeão mundial com a Seleção na Ásia, em 2002. Com grande poder de marcação e liderança (qualidade que o rendeu até a braçadeira de capitão por um tempo), tornou-se ídolo. Campeão da Premier League em 2003/2004, da FA Cup em 2002/2003 e em 2004/2005 e dos Community Shields de 2002 e 2004. Tem 244 apresentações com a camisa do time (213 como titular), fez 24 gols e é o último brasileiro a ter sido campeão no Arsenal. Seu último clube foi o Atlético-MG.

Denilson (volante): Revelado pelo São Paulo em 2005, atuou pouco pelo clube do Morumbi e logo se transferiu ao Arsenal, em 2006. Depois da saída de Gilberto Silva em 2008, Wenger confiou no jovem volante para suceder o veterano atleta da Seleção Brasileira. Denilson fez 156 jogos (123 como titular) e marcou dez gols. Atualmente está no São Paulo.

Julio Baptista (meia-atacante): Emprestado pelo Real Madrid, teve passagem discreta e curta pelo Arsenal na temporada 2006/2007. Seu ponto alto no time londrino foram os quatro tentos marcados contra o Liverpool em uma vitória por 6 a 3, pela Copa da Liga. Fez 35 jogos (17 como titular) e anotou dez gols. Atualmente está no Cruzeiro.

Eduardo da Silva (atacante): Nascido no Rio de Janeiro, mas naturalizado croata, Eduardo da Silva chegou em 2007 ao Emirates. No início, o atacante teve sucesso em Londres, porém uma grave lesão (quebrou a perna esquerda) o deixou fora dos gramados por um ano. Ao retornar, não conseguiu repetir as boas atuações do começo de sua passagem pelo clube. Fez 69 jogos (43 como titular), anotou 20 gols e deixou os Gunners em 2010. Atualmente está no Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.

André Santos (lateral-esquerdo): Último brasileiro a defender o Arsenal. Contratado em 2011, não teve sucesso no clube, pelo qual fez 36 partidas (24 como titular) e marcou quatro gols. Ainda, se envolveu em polêmica por ter trocado camisa com Van Persie (ex-Arsenal) após uma derrota por 2 a 1 para o Manchester United, gesto que os torcedores reprovaram. No início de 2013, foi emprestado ao Grêmio, retornou para os Gunners e depois assinou com o Flamengo em julho (contrato vai até 2015). No rubro-negro, conquistou a Copa do Brasil em 2013.

*Números de atuações, titularidade e gols são do site do Arsenal

La Premier League es acá!

29 abr

Liverpool, Everton e Arsenal. Para quem acompanha futebol europeu, os três nomes rapidamente remetem a três grandes clubes da Premier League, a primeira divisão inglesa. Mas o que provavelmente poucos sabem é que estes mesmos três nomes, se falados em algum país da América do Sul, podem não ter nada a ver com os Reds, os Toffees ou os Gunners, mas sim com clubes que você talvez nunca tenha ouvido falar.

Modestos e longe de terem o reconhecimento que seus “irmãos britânicos” têm,  essas equipes de Uruguai, Chile e Argentina não são habitualmente participantes da Copa Libertadores e, portanto, não fazem parte do conhecimento boleiro geral. Abaixo, o blog apresenta esses clubes ingleses de nome, mas sul-americanos de origem e essência.

O Liverpool do Uruguai, com uniforme bem diferente do dos Reds

O Liverpool do Uruguai, com uniforme bem diferente do dos Reds

Liverpool (URU): Clube da capital Montevidéu, do bairro Belvedere, fundado em 15 de fevereiro de 1915. A começar pelo uniforme, não lembra em nada o de seu homônimo inglês: azul e preto com listras verticais, parece com os de Inter de Milão e Atalanta. Nas conquistas, também não tem nada a ver com os Reds. Modesto, o Liverpool uruguaio participou da Copa Libertadores apenas uma vez. Foi na edição 2011, quando caiu ainda na fase de grupos da competição. Sem títulos da primeira divisão do país, conquistou três vezes a “segundona” (1966, 1987 e 2002). Site oficial: http://www.liverpoolfc.com.uy/

O Everton do Chile, que mais parece o Boca Juniors

O Everton do Chile, que mais parece o Boca Juniors

Everton (CHI): Fundado em 24 de junho de 1909 na cidade de Valparaíso, litoral chileno. Depois, mudou-se para a vizinha Viña del Mar. Visto de longe, parece o Boca Juniors pelo uniforme azul com a faixa horizontal amarela (muito bonito por sinal), ou seja, nada parecido com o xará de Liverpool. Tem no currículo duas participações em Libertadores (1977 e 2009), caindo ambas as vezes na fase de grupos. Campeão três vezes do Campeonato Chileno (1952, 1952 e 1976). Site oficial: http://www.everton.cl/site/

O Arsenal de Sarandí, que já disputou três vezes a Copa Libertadores

O Arsenal de Sarandí, que já disputou três vezes a Copa Libertadores

Arsenal (ARG): Este já é mais conhecido pelos brasileiros que os anteriores. Disputou a Libertadores algumas vezes (2008 e 2012), inclusive a deste ano, edição em que quase conseguiu se classificar pela primeira vez à fase de oitavas de final – perdeu a vaga para o São Paulo. Localizado em Sarandí, na região de Avellaneda, grande Buenos Aires, também não tem uniforme parecido com seu “primo rico” de Londres. Azul com faixa vermelha na diagonal, clube já chegou a utilizar uniforme semelhante aos de West Ham e Aston Villa. Campeão do Clausura em 2012, da Sul-Americana em 2007 e da Copa Suruga em 2008. Site oficial: http://www.celesteyrojo.com.ar/sitio/

Sabe de mais algum clube sul-americano que tenha o nome igual ao de algum clube inglês? Mande para o Louco!

Craven Cottage: o ‘pop’ e charmoso estádio do Fulham

14 abr

Viajar para fora do Brasil é sempre uma ótima – e, talvez, a melhor – oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o futebol de um determinado país. Desde o comportamento dos torcedores no dia a dia até as diferentes camisas dos clubes vistas na rua e, claro, uma visita aos estádios dessas equipes. Na última semana, durante parte das minhas férias em Londres, tive a chance de visitar o modesto e charmoso Craven Cottage, estádio do também modesto Fulham, time do oeste da capital inglesa.

Hospedado em Chelsea, fui de ônibus até o bairro de mesmo nome do clube alvinegro. Desci daquele ponto turístico-vermelho-ambulante de dois andares, virei à direita e pronto: lá estava a inscrição “Fulham Football Club” ao fim da rua. À medida que fui me aproximando do local, aumentava o volume ecoado pelas caixas de som do estádio. Cheguei a pensar que, um dia após a morte de Margaret Thatcher, poderiam estar sediando algum tipo de homenagem ou evento relacionado ao falecimento da Dama de Ferro.

De longe já deu para avistar o "Fulham Football Club"

De longe já dava para avistar a inscrição “Fulham Football Club”

Engano meu. Perguntei a um segurança que andava pela rua o que acontecia ali dentro e me disse: “the first team is training”. Cheguei perto de uma das apertadas portinhas que dão acesso aos corredores das arquibancadas e uma funcionária do Fulham já me entregou um ingresso e um programa do “Open Training Day”. Estava explicado o porquê do microfone e o som emitido pelos auto-falantes. Sem saber – acompanhado da maior sorte do mundo obviamente – estava pisando no Craven Cottage para assistir ao único treino aberto aos fãs no ano!

Torcedores acompanham treino e alguns sortudos brincam com os atletas

Torcedores acompanham treino e alguns sortudos brincam com os atletas

Experiência sensacional tanto para mim, que nunca esperaria viver coisa parecida, quanto para muitas crianças, acompanhadas dos pais, que puderam ver os ídolos de perto. Além disso, pude presenciar e sentir de perto todo o charme que cerca o futebol inglês. Estádio pequeno e que quase se confunde com o restante das casas do bairro, conta também com o belo Rio Tâmisa passando atrás de uma das arquibancadas e, ainda, possui a arquibancada mais antiga da Inglaterra, a Johnny Haynes Stand, datada de 1905 (!!!). Sem contar a bizarra estátua do Michael Jackson, amigo do presidente Mohamed Al Fayed, que decora (?) as dependências do estádio. O Fulham é pequeno, mas não deixa de ser pop.

A horrorosa estátua de Michael Jackson no Craven Cottage

A horrorosa estátua de Michael Jackson no Craven Cottage

Visitar o Craven Cottage foi uma das coisas mais legais que o futebol me proporcionou na vida até hoje. Claro que ver a estátua de Thierry Henry pessoalmente é simplesmente imbatível, mas isso é assunto para um outro post ou até um livro, porque o francês merece.

O Fulham ganhou meu respeito e o meu carinho. Come on Whites!

O Craven Cottage (Johnny Haynes Stand) visto de fora

O Craven Cottage (Johnny Haynes Stand) visto de fora

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